A imaxe da Galiza no NO-DO. Sesión programada e presentada por Beatriz Busto Miramontes

A hipótese principal surgiu primeiro da surpresa e depois da desconfiança. A primeira vez que vi NO-DO, visualizei projetada a Galiza durante uns segundos e não fum capaz de a reconhecer. Essa incapacidade de reconhecê-la, sendo eu galega, fijo com que duvidasse, primeiro de NO-DO e depois de mim mesma. Dessa desconfiança, necessariamente, surgiu a pergunta e duma pergunta nasce sempre uma hipótese. Expressado da forma mais simples que me ocorre, a grande pergunta foi: Mas isto que estou a ver, é a Galiza? Somos assim e eu não o reconheço ou, pelo contrário, isto está inventado? 

Nesse questionamento há uma hipótese de pesquisa: a tradição musical que se mostra da Galiza em NO-DO é uma invenção da maquinaria do poder, com o poder para a representar: o cinema. O primeiro que aprendim é que esse construto inventado não só estava na música mas na representação cultural dum modo geral; na representação mais básica do que somos. E o segundo que aprendim é que esse construto não só estava em NO-DO como também no meu olhar. No olhar para ‘mim’ mesma. Perguntei-me então: Sabemos quem somos? Somos livres de ser-nos por fora desta representação?

(en “O conceito de ‘essência’ congela a identidade” [Entrevista de Sabela Fernández a Beatriz Busto Miramontes], Novas da Galiza, junho de 2021, nº 201, p. 18. Dispoñibel en http://novas.gal/wp-content/uploads/2021/07/ngz201_web.pdf

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