Estrea de “Walsed” e “Frank” con Alberte Pagán

frank, Alberte Pagán

Frank é a terceira entrega dos meus estudos cinematográficos que encetara com Walsed. Irmá gémea de Quim.com, Frank acode de novo a umha película de Iván Zulueta de 1972. FrankStein resume, em tres breves minutos, a película homónima de James Whale. Desta vez Zulueta nom utiliza os 8mm de Kinkón, senom os 35mm de Whale, mas, claro, coa intermediaçom, umha vez mais, do televisor (anúncios incluídos). Eu estiro estes tres minutos e lhes devolvo a duraçom original (só a partir da cena na que Zulueta começa a refilmar: o assalto à tumba no cemitério). Os abundantes planos congelados tenhem um menor dinamismo que no caso de Quim.com, mas permitem-me jogar coas images originais, que aqui utilizo como cinta métrica sobre a que medir convergências e divergências.

A música é a original de Zulueta, estirada à par que as images. Conservo igualmente as músicas e sons de Whale, mas elimino os diálogos, agás o intenso “Agora sei o que se sente ao ser Deus!”.

Tanto a obra de Zulueta como, neste caso, a minha, estám feitas de restos e recortes: escaravelhamos no cemitério da história do cinema, colhemos fragmentos de corpos mortos e criamos, as costuras bem visíveis, a nossa própria criatura, à que lhe damos vida. O cineasta como doutor Frankenstein, a película como monstro”.

[Texto de Alberte Pagán sobre Frank]

Mércores 25 de maio ás 21:30 no Pichel
Walsed
(Walsed, Alberte Pagán, Galiza, 2014, 4′, VO)
Frank
(Frank, Alberte Pagán, Galiza, 2015, 65′, VO)
Estrea. Coa presenza do director.